quarta-feira, 24 de maio de 2017 | h

Após azeite ser derramado em rio na BA, Inema diz que não achou vestígios do produto e danos não podem ser avaliados



Vinte dias após a descoberta do derramamento de azeite de dendê, no Rio Jaguaripe, que corta a cidade de Nazaré, no Recôncavo Baiano, o Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema) pondera que os impactos e danos ambientais não podem ser avaliados.

De acordo com o órgão, uma equipe técnica esteve na cidade no dia 4 deste mês, mas não encontrou vestígios do produto no rio, o que inviabilizou a coleta do material para análise. Acredita-se que as chuvas na região podem ter dispersado o azeite.

Na época, o secretário de Planejamento e Meio Ambiente de Nazaré, Cidney Sacramento, havia dito ao G1 que a prefeitura abriu uma investigação para apurar as circunstâncias do ocorrido. Após o Inema comunicar que a avaliação não pôde ser feita, o G1 entrou em contato com Sacramento para saber sobre o andamento das investigações.

De acordo com o secretário, "A partir do momento em que o azeite se expandiu pelo rio Jaguaripe a prefeitura perdeu a autonomia para dar referências sobre o assunto". Sacramento disse ainda que a prefeitura tem dado todo o apoio necessário para o Inema e que o diretor de Meio Ambiente da secretaria tem acompanhado o caso.

A suspeita do secretário é de que o derramamento tenha sido feito por alguma fábrica clandestina que opera com azeite na cidade ou durante o transporte do material. De acordo com ele, não foram encontrados vestígios de que o problema tenha sido causado pela única empresa com licença para operar com o produto no município.


Nenhum comentário:

Postar um comentário

Bahia Destaque 2015-2016 - Tema Desenvolvido Por YFOXXV