quarta-feira, 25 de janeiro de 2017 | h

Com seca, moradores de Itabuna têm água em casa só a cada 20 dias




  Moradores da cidade de Itabuna, na região sul da Bahia, só recebem água em casa a cada 20 dias, por conta da seca prolongada que atinge a região. O racionamento no município, uma medida da Empresa Municipal de Água e Saneamento (Emasa), começou a mais de um ano, e muitos moradores precisam recorrer a carros-pipa.
  O racionamento ocorre, segundo a prefeitura, porque a falta de chuvas dificulta a captação de água nos rios Salgado, Colônia e no Almada, usados para abastecer a região. Em 2016, a cidade chegou a decretar situação de emergência devido à estiagem.
  Para ter água para beber em casa, muitos moradores chegam a pagar de R$ 30 a R$ 60 por mil litros. A prefeitura informou que distribui água em carros-pipa para hospitais e postos de saúde. A distribuição para as residências foi suspensa em 2016 pela gestão passada, segundo a atual administração, e deve ser retomada caso a situação se agrave.
  A Emasa informa que tem mantido esforços diários para "distribuir a pouca água disponível para todos os bairros de Itabuna, da forma mais regular possível".
  A empresa disponibiliza na internet uma tabela com todos os bairros, para que a população itabunense saiba quando a água irá chegar às torneiras. As datas previstas para início de abastecimento, no entanto, segundo a empresa, podem sofrer alterações diariamente em função de problemas que venham a comprometer a operação do sistema.
  Segundo a administração municipal, a cidade, que tem cerca de 220 mil habitantes, não tem ainda um reservatório de água e espera pela construção da Barragem do Rio Colônia, no município vizinho de Itapé, que tem 60% das obras concluídas. A previsão é de que a barragem, que segundo a prefeitura vai permitir a perenização e regularização da vazão do rio Cachoeira (formado pelos rios Salgado e Colônia) além de garantir o abastecimento de Itabuna durante os períodos de estiagem prolongada, seja concluída até o início de maio.
  A barragem está sendo executada através de um consórcio numa parceria entre o governo do estado e Embasa, com recursos do Governo Federal e Estadual. A obra tem um custo estimado de R$ 35 milhões. (G1 Bahia)


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