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PM investiga divulgação de 'nude' de cabo do Batalhão de Choque do DF

Montagem que circula em redes sociais com fotos de cabo do Batalhão de Choque da Polícia Militar do DF: na primeira, homem está fardado e segura tocha olímipica; na segunda, posa com as mãos cobrindo os mamilos e o pênis  (Foto: Reprodução)
A Polícia Militar abriu procedimento administrativo para apurar a divulgação de uma "nude" de um cabo do Batalhão de Choque do Distrito Federal. Na imagem, em preto e branco, ele aparece de lado e cobre os mamilos e o pênis com as mãos. A foto circula em redes sociais dentro de uma montagem, que traz também o PM segurando a tocha olímpica.
O caso chegou ao conhecimento da corporação via redes sociais. Levantamento feito pela polícia aponta que a "nude" foi extraída de um grupo no Instagram, no qual o cabo compartilha informações confidenciais sobre os trabalhos que faz como fotógrafo. A foto original traz o policial de costas para a mulher, também nua e cobrindo os mamilos com as mãos, quando estava grávida.
G1 não conseguiu contato com o militar. Em áudio enviado a colegas, ele pediu que prints com os nomes de pessoas que compartilharam a montagem. O militar diz ainda que mantinha o perfil aberto até pouco tempo, para dividir com outros fotógrafos as imagens que fazia. “Eu não tinha nada a esconder de ninguém”, afirmou.
No áudio, o cabo afirma acreditar que a montagem foi feita por um colega. “O comandante do Batalhão [de Choque] viu, não gostou, me chamou”, conta. “Ele me passou que vai atrás de quem fez a montagem e quem está a compartilhar e vai punir, porque está denegrindo a imagem da corporação e do batalhão em si.”
De acordo com a Polícia Militar, o homem não será punido. No dia 5 de setembro, o alto escalão da corporação enviou circular orientando os servidores sobre como se comportarem em redes sociais e prevendo punição para situações consideradas irregulares. “Alguns PMs têm confundido o direito constitucional de liberdade de expressão com ofensas à hierarquia, à disciplina, à ética, à moral e aos bons costumes”, diz o documento.

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