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'Vou enterrar meu filho por uma guerra que a gente não tem nada a ver', diz pai de adolescente morto em Águas Claras

                                               

Abalado com a morte do filho Franklin Silva Santos, 17 anos, o auxiliar Fredson Pereira Santos está inconformado com o crime, que aconteceu nesta terça-feira (3). Ele afirma que o filho era inocente e não tinha envolvimento com o crime. “O meu menino nem saía de casa, não tinha envolvimento com nada, era evangélico, um menino de bem, e agora eu tenho que vir aqui fazer a liberação do corpo dele”, disse o auxiliar.  
Fredson nasceu e foi criado em Águas Claras, e disse que nunca imaginou viver no clima de terror, como acontece por causa da disputa do tráfico de drogas. “Águas Claras está muito perigoso. Eu nunca pensei de viver esse terror no bairro que eu nasci, fui criado e criei meu filho”, disse.
Franklin foi atingido por quatro tiros na cabeça e nas costas, na Rua Lourival Costa. O pai do estudante contou que viu as imagens de câmeras de segurança da região, que mostram a chegada de quatro homens, em um carro preto. Segundo ele, um dos homens desce e atira na cabeça de Franklin e logo depois, outro suspeito também desce do veículo e dispara três vezes contra o estudante.
“Queria que as pessoas soubessem como a gente está vivendo lá. Como é difícil ser um pai que criou sozinho seus filhos e agora tem que enterrar um deles por uma guerra que a gente não tem nada a ver”, afirmou Fredson. Além de Franklin, ele tem mais três filhos.
O corpo de Franklin será enterrado na tarde desta quarta-feira (3) no Cemitério Quinta dos Lázaros. “Todo mundo que conviveu com ele vai sentir falta, não tenho dúvidas”, completou o pai do estudante.
A madrasta de Franklin, que mora em outra área do bairro teme que vai ter que se afastar de Fredson por causa da guerra do tráfico. “Eu não posso ir lá, nem meu marido pode ir na minha casa”, disse.  

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