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Pesquisador tem computador furtado e perde parte de pesquisa inédita contra Zika

                                   Pesquisador tem computador furtado e perde parte de pesquisa inédita contra Zika

   Um pesquisador brasileiro teve seu computador furtado no aeroporto Santos Dumont, Rio de Janeiro. Apesar de um furto, infelizmente, não ser novidade no cenário de violência do Brasil, este caso pode afetar todo o mundo. Amilcar Tanuri, que é chefe do laboratório de virologia molecular da UFRJ, guardava em seu equipamento dados de uma pesquisa inédita sobre o uso de uma droga chamada clorofina para inibir o vírus Zika. Um artigo científico estava quase pronto, segundo o jornal O Globo, para publicação na próxima sexta-feira (27). Por conta do furto, alguns testes precisarão ser refeitos, o que atrasará a publicação em, pelo menos, uma semana. "Estava saindo do aeroporto e meu telefone tocou. Larguei a mala só para pegar o telefone do bolso, e quando vi ela já não estava mais lá. Uma senhora que estava atrás de mim disse que viu a ação. Dois homens pegaram a mala, correram para dentro de um carro e fugiram. Foi tudo muito rápido", contou Tanuri. "Fui à sala de segurança denunciar o furto, e a atendente me disse que não adiantava nem ver a câmera de segurança, porque é tão escuro lá à noite que não se vê nada nas imagens". O pesquisador contou que no computador furtado havia resultados de ao menos três meses de pesquisa. Foi possível recuperar parte dos dados, que estavam guardados em um banco de dados online. No entanto, cerca de 10% foi perdido. "O mais chato é que havia informações pessoais de pacientes da pesquisa, além de fotos deles. São dados confidenciais. Acredito que o objetivo do roubo não tenha sido a exposição desse trabalho, mas é uma preocupação", lamentou Tanuri. "A corrida para resolver o problema do Zika é importante. Os americanos estão nos pressionando".

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