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Operação investiga acúmulo indevido de empregos de servidores da Bahia


                

A Corregedoria-Geral da Secretaria da Administração (Saeb/CGR) detectou 81 casos de servidores estaduais com duplo vínculo empregatício, acumulando indevidamente empregos públicos em dois estados. Entre os servidores baianos identificados na operação, estão professores, policiais, agentes penitenciários, médicos, farmacêuticos e bioquímicos.
Um dos casos emblemáticos descobertos foi o de um médico que tem carga horária de 240 horas mensais no Hospital Geral Roberto Santos, em Salvador, além de possuir emprego em um hospital de Palmas, em Tocantis, onde sua carga horária é de 90 horas mensais. Somando os dois empregos, o médico teria que trabalhar mais de 80 horas por semana e ainda viajar cerca de 1.500 km entre os dois locais de trabalho.
As fraudes foram descobertas durante as investigações da Operação Estados, que cruzou dados da folha de pagamento do Governo da Bahia com informações dos Recursos Humanos de outros estados.
Foram identificados servidores da Bahia trabalhando em estados do Nordeste e também em outras regiões. Até a manhã desta terça-feira (10), foram localizados 49 casos em Sergipe, 20 em Pernambuco, seis no Ceará, cinco no Tocantins e um no Espírito Santo.
Os funcionários públicos identificados nessa situação vão responder a Processo Administrativo Disciplinar e, se comprovada as irregularidades, terão que optar por um dos vínculos empregatícios. Caso isto não ocorra, eles podem ser exonerados.

A Corregedoria aguarda ainda o retorno das unidades de algumas federações que não responderam a demanda solicitada, como Alagoas, Goiás, Minas Gerais, Paraíba, Piauí e Rio Grande do Norte, além do Distrito Federal. Quando o banco de dados dos servidores forem enviados, a segunda fase da Operação Estados será deflagrada.

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