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Impeachment: em plena sexta e após seis meses, oposição consegue quórum



Depois de seis meses sem quórum, os deputados federais abriram a sessão plenária desta sexta-feira (18), em Brasília, no Distrito Federal. O presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB) não negou que houvesse relação com a necessidade de ocorrer as 10 sessões - esta foi a primeira para encerrar o prazo de análise da comissão especial de impeachment da presidente Dilma Rousseff. "O melhor para todo mundo é que se resolva logo. Serenidade sim, mas com celeridade para que se retome a agenda do país. Independente de qual foi a decisão", afirmou em coletiva no salão verde da Câmara.  
 
Cunha preferiu não discutir o mérito das declarações do ministro-chefe da Casa Civil, Luiz Inácio Lula da Silva,  vazadas após a quebra do sigilo das escutas telefônicas.  
O presidente da Câmara esclareceu ainda que a carta do vice-presidente Michel Temer já dizia tudo a respeito do desgaste da relação com o governo. A resposta foi ao questionamento das razões pelas quais Temer não compareceu à posse dos novos ministros.
 
O mais grave, na avaliação de Cunha, é o fato de que a nomeação do peemedebista na secretaria de Avião Civil foi vista como uma afronta ao partido e que isso provocou a antecipação da reunião da Executiva nacional que agora vai acontecer no dia 29 deste mês e deve ter como resultado a oficialização da saída do partido da base de Dilma e Lula.

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