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Europa une forças com a França para lutar contra o Estado Islâmico

Hollande fez turnê diplomática para conseguir apoio

A turnê diplomática do presidente francês, François Hollande, para conseguir apoio em sua guerra contra o Estado Islâmico (ISIS) está alcançando seus primeiros frutos, segundo o jornal El País, publicou nesta sexta-feira (26/11). 

De acordo com o El País, os governos da Alemanha e Grã-Bretanha materializaram na quinta-feira planos de intervenção militar na Síria. A chanceler Angela Merkel, que no dia anterior tinha visitado Hollande em Paris, anunciou que irá fornecer aviões para reconhecimento e uma fragata. Este pacote é anexado ao reforço de 650 soldados em Mali anunciados na quarta-feira. O primeiro-ministro britânico, David Cameron, pediu o apoio do Parlamento para bombardear a Síria antes do Natal. "Nós não podemos terceirizar a segurança", disse o líder conservador.
"Durante anos ouvimos falar de guerra e refugiados, mas não tínhamos entendido que o que acontece em Aleppo pode ser relevante para [as cidades alemãs de] Essen ou Stuttgart." A sentença proferida na quarta-feira por Merkel no Bundestag. Segundo o El país, na quinta-feira se tornou significado mais claro.A chefe do governo alemão deixou claro que após os ataques em Paris, iria oferecer sua solidariedade à França. Agora dá conteúdo a esta promessa: além de alocação de 650 soldados para o Mali e aumentar as atividades no Iraque, Berlim anunciou que vai participar na luta contra o Estado Islâmico na Síria. Sua contribuição será entre quatro e seis aviões de reconhecimento Tornado, aviões-tanque, uma fragata para proteger o porta-aviões Charles de Gaulle e tecnologia.
A transação não inclui as operações de ataque. O "Tornado" é limitado a usar câmeras para reconhecimento.
"Nós sabemos que o terrorismo não será derrotado apenas por meios militares, mas não podemos evitar um confronto militar com Isis", disse o ministro das Relações Exteriores, o social-democrata Frank-Walter Steinmeier. "Nós estamos do lado da França, que foi atingida pelos ataques desumanos do Estado Islâmico", disse a ministro da Defesa, a democrata Ursula von der Leyen. Merkel chamou a decisão, como um passo na luta necessária contra o terrorismo jihadista, embora o apoio para Hollande também pode ser interpretado como preocupações domésticas: o chanceler precisa do presidente francês neste momento para promover um acordo europeu para a crise dos refugiados.
Enquanto isso, Hollande e o presidente russo, Vladimir Putin concordaram na quinta-feira em Moscou com a intensificação da cooperação na luta contra o terrorismo. É a troca de informações de inteligência militar sobre os grupos e áreas na Síria que podem ser atacados e os que não devem. Rste acordo destina-se a prevenir incidentes como a derrubada do avião Su-24, na fronteira entre a Síria ea Turquia. "O importante não é atacar os grupos que lutam contra o terrorismo", disse Hollande.

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