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“Arte na praça” estreia na praça rio cachoeira

A cultura esteve no centro das atenções de quem transitou pela Praça Rio Cachoeira, Centro de Itabuna, na tarde deste sábado (1º). Com o apoio da Fundação Itabunense de Cultura e Cidadania (FICC), aconteceu, ali, a estreia do projeto “Arte na Praça”, integrado ao Programa Arte Itinerante , mantido pela fundação.
Segundo Êmille Andréia, estudante do Bacharelado Interdisciplinar em Artes da Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB), uma das organizadoras, a ideia surgiu a partir das inquietações que sentia em relação aos movimentos culturais em Itabuna. Articularam-se as premissas no papel, tendo tido a colaboração de Vanessa Souza Fernandes, estudante do curso de História da Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC), organizou-se toda a produção e finalmente buscaram-se os patrocínios.

Vanessa Fernandes explica que o objetivo principal do “Arte na Praça” é o de abrir um novo espaço de debates e de assimilação da identidade cultural grapiúna, ampliando-se o contato entre aqueles que fazem a cultura e aqueles que a consomem, que a sentem. “A gente traz para as praças de Itabuna um espaço jovem, através do qual expõem-se trabalhos artísticos diversos, com linguagens diferenciadas (por exemplo, a gente trouxe alguns trabalhos novos em fotografia, artesanato, artes plásticas), com a intenção de darmos visibilidade aos autores desses trabalhos, tudo isso mesclado com a música e com a poesia”, ratificou.

A programação contou com apresentações de “Ize & Walker”, da banda “Menina de História”, da banda “Drink de Mandrake”, do grupos “Bad Maria”, “Tribo X”, “Raed”, além de representantes do movimento rap de Itabuna e do DJ Danley Rodrigues, integrante do Coletivo “Ayru”. Entre os grupos culturais organizados do Sul da Bahia, estiveram presentes, com exposições, representantes do Coletivo “Penumbra” (fotografia), além de Diego Carvalho (filtro dos sonhos), Vanessa Fernandes (pintura), Dyala Lisieux (artes em blusas), Teka Martins (peças em crochê), e também  Brenno Varjão, Bruna Mascarenhas, Haísa Lima e Marcio Gabriel (poesia), Emilly Fernandes (ecobags), Dani Jêje (produtos étnicos) e Alv Aro (filigrana e gravuras em madeira).

Para Êmile Andréia, o apoio da FICC foi essencial, sem o qual o projeto ficaria descaracterizado ou até inviável. “Todos os artistas que participam desse projeto não cobraram cachê, são artistas de expressão, com uma abordagem alternativa e com vontade de estarem presentes nos novos diálogos culturais estabelecidos em nossa cidade. Para isso, o que se espera, então, é que essa abordagem aconteça com um som muito bom, uma iluminação boa e um palco. Isso quem nos garantiu foi a FICC”, enfatizou.

Para o arte-educador Adson Brito, integrante do Conselho Municipal de Políticas Culturais, “esse projeto é uma inovação, pois permite enxergar a cultura com um novo olhar, fora do conceito elitista de que é para ser consumida apenas por quem tem dinheiro, mas também e principalmente por todos aqueles que têm visão, tato, sensibilidade. Esse projeto é de fato um novo jeito de se fazer cultura na cidade”, disse o arte-educador.

As próximas edições deverão acontecer nas praças Otávio Mangabeira, Jardim do Ó e José Bastos, em datas ainda a serem confirmadas pelas organizadoras.

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