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Itabuna: uma cidade que cresce sem investimentos em mobilidade urbana

Ex-coordenador do Detran fala dos problemas urbanos e do seu agravamento ao longo do tempo, numa cidade onde circulam 60 mil veículos.
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Como ex-coordenador local do Detran e com mais de 20 anos de experiência na área de trânsito, o capitão da reserva da PM, José Nilton Azevedo Leal (foto) considera que Itabuna, uma cidade com mais de 60 mil veículos em circulação, enfrenta problemas sérios de mobilidade urbana e que tendem a se agravar com o tempo. Para ele, a alternativa seria o direcionamento de investimentos para construção de novas pontes e abertura de avenidas.

Assim, uma das opções que devem ser analisadas e discutidas pelos técnicos do governo seria a de criação de alternativas de acesso da margem esquerda para a direita do rio Cachoeira, até porque a duplicação da BR 415, trecho Ilhéus-Itabuna, contemplaria uma saída de veículos através da margem direita do rio. O projeto de melhoria da mobilidade urbana também contemplaria alternativas para as pontes Calixto Midlej e Marabá, que têm problemas de tráfego.

Hoje, segundo José Nilton Azevedo Leal, a cidade necessita de pelo menos duas novas pontes e mais um viaduto para viabilizar o tráfego, além da abertura de novas avenidas: “Acredito que devemos pensar no futuro, numa cidade que é um importante entroncamento rodoviário e um polo regional de comércio e serviços”, enfatizou.



Alternativa

Ele destaca que uma alternativa a ser pensada seria a de ampliação das avenidas à margem do rio até a BR 101 e a BR 415, passando pelo Espora de Ouro e aproveitando a malha existente na Aziz Maron e Félix Mendonça. Outra opção, seria através da própria avenida Kennedy conectada à Pedro Jorge, que não pôde ser concluída na sua gestão e que abriria um acesso para o bairro São Judas e para a ponte Calixto Midlej.

Outra opção para melhoria do tráfego urbano seria a construção de mais duas pontes em Itabuna, sendo uma interligando a avenida Amália Amado, que também não foi concluída até agora, ao bairro da Conceição. A segunda ponte seria mais a leste, na altura do Vila das Dores e do bairro de Fátima: “Existe inclusive a proposta de ponte com ciclovia, passeios e pista dupla nas proximidades do antigo Príncipe Hotel.


Azevedo lembra que cidades como Feira de Santana e Conquista, que investiram na abertura de grandes avenidas, tiveram o seu desenvolvimento urbano acelerado: “Para que isso ocorra em Itabuna nós também precisamos discutir e buscar novas alternativas. Hoje, as intervenções que temos são meramente pontuais e não resolvem os nossos problemas, assim mesmo a melhor intervenção foi realizada na avenida Amélia Amado, que precisa ser concluída”.

Como opções, ele destaca as alternativas de avenidas ligando o Hospital de Base à BR 415, e duas vias de acesso ligando o bairro São Roque à BR 101 até o semianel rodoviário, que tem uma base pronta para a sua implementação, beneficiando a milhares de pessoas que vivem naquela área onde foram construídos grandes conjuntos habitacionais.

Defende ainda a construção de um viaduto na rotatória das avenidas Aziz Maron e Princesa Isabel, uma obra orçada em R$ 90 milhões e um projeto que tramita no Ministério das Cidades, que destinou R$ 33 milhões para infraestrutura de oito bairros, entre os quais o Nova Itabuna, Jorge Amado, Maria Mattos, Odilon, Manoel Leão, Novo Lomanto e Santa Catarina, o que permitiria tratar 30% dos esgotos que são drenados para o rio Cachoeira.

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