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Depoimento de Ricardo Pessoa será dividido pelo STF em 30 partes

O conteúdo do depoimento do empreiteiro e dono da UTC, Ricardo Pessoa, será dividido em 30 partes pelo ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal (STF) após a delação premiada na Operação Lava Jato. O fatiamento foi feito para separar fatos narrados pelo executivo que poderão gerar novas investigações ou mesmo complementar inquéritos já em andamento com novas informações. 
 
Segundo o portal G1, o procedimento foi solicitado a pedido da Procuradoria Geral da República (PGR), que conduz as investigações sobre políticos supostamente envolvidos no esquema de corrupção da Petrobras. O mesmo ocorreu em relação ao conteúdo dos depoimentos do ex-diretor da estatal Paulo Roberto Costa e do doleiro Alberto Youssef em seus acordos de colaboração. Os fatos narrados por eles levaram à abertura de 25 inquéritos no STF, sobre 50 pessoas, e outros quatro inquéritos no Superior Tribunal de Justiça (STJ), sobre dois governadores, um ex-secretário e dentre outras autoridades.
 
Se ocorrer como nas delações de Paulo Roberto e Youssef, a tendência é que o teor dos depoimentos venha a público somente quando a PGR solicitar a abertura formal dos inquéritos, que dão início às investigações, com tomada de depoimentos e colheita de provas. Essa etapa inclui a apreensão de documentos, quebras de sigilos telefônico, bancário ou fiscal ou interceptações telefônicas, por exemplo.
 
A delação de Ricardo Pessoa foi homologada por Teori Zavascki na última quinta-feira (25). No fim de semana, reportagem publicada pela revista “Veja” listou 18 políticos citados pelo executivo que teriam recebido dinheiro desviado dos cofres da Petrobras, na forma de doações declaradas e não declaradas de campanhas eleitorais.

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