segunda-feira, 20 de março de 2017 | h

AMBEV ABRE INSCRIÇÕES PARA TRAINEE COM R$ 5,8 MIL DE SALÁRIO


           

Para quem tem interesse em trilhar carreira na área de produção de bebidas, o Programa de Trainee Industrial da Ambev abriu inscrições para turmas de 2017 pelo site www.queroserambev.com.br até o dia 1º de maio. Os aprovados entram na companhia como funcionários e recebendo R$ 5,8 mil de salário.

O programa forma os futuros líderes da Ambev, que passam a atuar em todas as etapas dos processos de fabricação, como mestre cervejeiros, gerentes de meio ambiente e de qualidade, desenvolvimento de produtos etc.

Para se candidatar, é necessário ter inglês fluente, disponibilidade para morar em outros estados e ter se formado entre julho de 2015 e julho de 2017. O programa busca profissionais das áreas de engenharia, química, farmácia, agronomia, biologia, ciências da alimentação, biotecnologia e demais cursos relacionados.

O processo de seleção analisa competências como desenvoltura para negociação, gerenciamento de pessoas, interesse por novas tecnologias, capacidade de liderança, visão empreendedora, disponibilidade para viagens e mudanças de cidade, estado ou país e inglês fluente.

“Há inúmeras oportunidades na Ambev para os jovens profissionais e o programa é o principal caminho na formação de líderes da área industrial da companhia. Os trainees adquirem uma visão global dos negócios da empresa, acompanhando todo o processo de produção das nossas bebidas”, pontua Priscila Waléria, gerente de recrutamento e seleção da Ambev. O programa tem duração de 10 meses.

PROCESSO SELETIVO
Após o término das inscrições, os candidatos selecionados, passarão por teste de alinhamento de cultura, inglês e raciocínio lógico; Cases online – que ocorrerão por todo o país – entrevistas presenciais, painel de negócios e painel final com presidente e vice-presidentes da companhia.

O treinamento começa em setembro deste ano e, além do salário inicial de R$ 5.800, os trainees receberão benefícios como assistência médica, assistência odontológica, seguro de vida, previdência privada, vale refeição, vale transporte, abono assiduidade, entre outros. (Pimenta)


          

   Em tarde inspirada, o Colo-Colo Futebol e Regatas goleou o Time das Estrelas, neste domingo (19), festivo, 19, quando na oportunidade, foi reinaugurado o novo gramado do Estádio Mário Pessoa, em Ilhéus. Os gols do tigre foram assinalados pelos atacantes Wagner (03 vezes) e Paulo César (02 vezes) e o meio-campista Lucas (01 gol). Resultado final: Colo-Colo 6×0 Time das Estrelas. O público que compareceu no Mário Pessoa aplaudiu a atuação do Tigre e demonstrou confiança na Segundona 2017. O Time das Estrelas foi formado pela maioria dos ex-jogadores do Colo-Colo, que conquistaram o título do campeonato baiano, em 2006, além dos ex-jogadores Marcelinho Carioca, Viola e Amaral. O elenco ainda foi abrilhantado com a presença do prefeito de Ilhéus Mário Alexandre; presidente da Câmara de Vereadores de Ilhéus; Lukas Paiva; deputado federal Bebeto Galvão e o produtor de eventos, Ricardo Hafner. Para o técnico do Colo-Colo, o experiente Sebastião Rocha, o jogo serviu para avaliar o desempenho dos atletas e definir a equipe titular para o início da Segundona, que começará no mês de abril. Ainda segundo o treinador, 70% do elenco já está definido e não será muito diferente do que vem atuando durante os treinamentos. (Fábio Roberto)



Após a Operação Carne Fraca, da Polícia Federal, expor o esquema de corrupção na fiscalização de frigoríficos, alguns países começaram a a anunciar que estão vetando a importação de carnes brasileiras. O ministro Blairo Maggi (Agricultura, Pecuária e Abastecimento) criticou a PF por "erros técnicos" cometidos na Operação Carne Fraca, que levou o presidente Temer a convocar uma reunião de emergência no Palácio do Planalto neste domingo (19).
Depois de a Coreia do Sul intensificar as fiscalizações de carne de frango importada do Brasil e banir temporariamente as vendas de produtos de frango da BRF, maior produtora de carne de frango do mundo, o Ministério da Agricultura do Chile anunciou nesta segunda-feira (20) que está barrando temporariamente importações de carne do Brasil.

Além disso, a Comissão Europeia disse nesta segunda-feira (20) que está monitorando as importações de carne do Brasil e que todas as empresas envolvidas na Operação Carne Fraca podem ter acesso negado ao mercado da União Europeia.

Segundo a agência Reuters, a China também suspendeu temporariamente as importações de carne brasileira desde domingo (19).
Portaria do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) exonerou de cargos comissionados os superintendentes federais de agricultura, pecuária e abastecimento do Paraná, Gil Bueno de Magalhães; e de Goiás, Júlio César Carneiro. Na sexta-feira (17), depois que a Polícia Federal deflagrou a Operação Carne Fraca, o governo anunciou o afastamento de 33 servidores suspeitos de envolvimento nas irregularidades investigadas.
 
A operação da Polícia Federal denunciou um esquema criminoso envolvendo empresários do agronegócio e fiscais agropecuários que facilitavam a emissão de certificados sanitários para alimentos inadequados para o consumo. De acordo com a PF, frigoríficos envolvidos nesse esquema criminoso "maquiavam" carnes vencidas e as reembalavam para conseguir vendê-las. As empresas subornavam fiscais do ministério para que autorizassem a comercialização do produto sem a devida fiscalização.
 
Segundo a PF, o esquema envolvia servidores das superintendências regionais do Ministério da Agricultura nos estados do Paraná, Minas Gerais e Goiás. Os investigadores informaram que eles atuavam diretamente para proteger grupos de empresários em detrimento do interesse público.
 
O caso levou o presidente Michel Temer a anunciar, neste domingo (19), mais rigor na fiscalização dos frigoríficos brasileiros e a determinar celeridade nas auditorias a serem feitas nos estabelecimentos envolvidos no esquema. O anúncio foi feito na presença de ministros de estado e cerca de 40 representantes de países importadores de carne brasileira.
 
Segundo o presidente, os problemas descobertos pela Operação Carne Fraca são pontuais: “é importante sublinhar que dos 11 mil funcionário do Ministério da Agricultura, apenas 33 estão sendo investigados e das 4.837 unidades sujeitas a inspeção federal, apenas 21 estão supostamente envolvidas em irregularidades”, disse ontem o presidente.
Um levantamento feito pelo Sindpolf-SP (Sindicato dos Servidores Públicos Civis Federais do Departamento de Polícia Federal do Estado de São Paulo) indicou que entre 1999 e 2015 houve 42 casos de suicídio entre os policiais federais. Os dados foram entregues para a Polícia Federal e discutidos na última sexta-feira (17) no 1º Encontro de Prevenção ao Suicídio, na sede da Superintendência da Polícia Federal em São Paulo. As informações são da Agência Brasil.
 
Mais da metade dos casos ocorreu em apenas em cinco anos: entre 2010 e 2015, foram 24 suicídios e sete tentativas. Entre 1999 e 2004 foram oito casos e entre 2005 e 2009, dez. Entre 2002 e 2004 não foram registrados casos, mas o destaque fica para o período de 2010 e 1014 no qual foram 22 suicídios, sendo que só em 2012 oito policiais tiraram a própria vida.
 
"O suicídio é algo muito sensível na área da segurança pública e a Polícia Federal é o serviço onde há mais casos. Falar na razão que leva a pessoa ao suicídio é complexo porque é um conjunto de fatores, mas, sem dúvida, no caso da polícia federal, tivemos perseguição e briga interna por cargos e nós não temos plano de reestruturação na carreira. Isso faz com que o profissional se desmotive e há também o assédio moral", disse o presidente dos Sindipolf-SP, Alexandre Santana Sally.
Além disso, Sally destacou o risco inerente à profissão e a percepção da sociedade sobre o trabalho do policial. "Na época da repressão era um braço do governo e com a Constituição de 1988 começou a ocorrer uma renovação do quadro ao longo do anos. Houve uma evolução e a polícia hoje não é somente repressora e sim cidadã. [Tem papel] de proteção e prevenção, só que o cidadão ainda se atém na repressão e na tortura. Para nós, que estamos na rua, tem um reflexo emocional muito grande".
 
PROFISSÕES DE RISCO
Segundo o psiquiatra Roberto Tonanni de Campos Mello, que atua na superintendência da Polícia Federal em São Paulo, médicos e policiais têm maior incidência de suicídio do que o restante das profissões porque ambos têm os meios para fazer isso. "O médico sabe usar o remédio pra acabar com a própria vida e os policiais têm a arma como um recurso fácil. Aqui na Polícia Federal houve uma série de ocorrências que mobilizou a direção para fazer alguma coisa".
 
Tonanni explicou que, desde 2014, foi estabelecida a regra que determinava o recolhimento da arma de qualquer policial que fosse afastado do trabalho por doença mental, como forma de prevenção. "Muitos questionaram essa medida, porque consideraram que há outros meios para se suicidar, porém é aquele minuto que faz a diferença. Se ele não tem a arma, não usa e pode ser que depois consiga conversar com alguém ou alguém perceba que não está bem. Isso faz a diferença entre a pessoa se matar ou não".
 
O presidente do CVV (Centro de Valorização à Vida), Robert Gellert Paris Júnior, ressaltou que 90% dos casos de suicídio são evitáveis. Atualmente há registro de 1 milhão de suicídios anualmente em todo o mundo, o que é um número subestimado, segundo ele. "O suicídio é um estigma e as famílias não gostam de dizer que o familiar se suicidou. Uma morte a cada 40 segundos é um problema de saúde pública porque pode ser evitado se tivermos os cuidados relativos a essa emergência".
 
Gellert disse que a presença de alguém que se importe ao lado da pessoa que está passando por problemas que podem levar ao suicídio é primordial, porque uma conversa pode mudar esse processo. "A saúde mental e emocional tem a ver com escolhas e saber que tem saída. Quando se está desesperado não se enxerga mais nada. Por isso é necessário falar sobre suicídio, já que esse milhão de pessoas morre por ano e ninguém fala sobre isso".
 
O presidente do CVV disse ainda que no mínimo 17% da população pensou ou vai pensar em se matar pelo menos uma vez na vida. "Não é uma anormalidade, é uma coisa que acontece na nossa vida. Às vezes pensamos em desistir. É normal. E se não tem com quem falar e não procura ajuda a pessoa acaba se matando. O incentivo é para falar e procurar ajuda porque o suicídio é evitável".
 


      Neste sábado (18) foi celebrado o Dia Mundial do Jovem Adventista, um período em que esses jovens se reúnem em todo o mundo para falar à sociedade sobre seus valores e crenças, acima de tudo levando compaixão, amor ao próximo e ações que beneficiem a população. O evento aconteceu no bairro Santo Antônio em Itabuna e contou com a presença do Vereador Babá Cearense, que foi um dos patrocinadores do evento. A programação foi aberta ao público e totalmente gratuita.

    O vereador Babá Cearense ficou muito feliz em poder contribuir com o evento e ressalta, "Estamos vivendo em uma sociedade onde está havendo a degradação da família e a inversão de valores, e quando vejo estes jovens empenhados em trabalhar pensando no bem próximo para que não sejam atraídos pelo mundo da drogas fico muito feliz ." finalizou.

    Foram realizadas várias ações com foco em incentivar a população a importância de cuidar da saúde, como aferimento de pressão, teste de glicose e aula de educação física.













Texto e fotos: Hansley Neves
  
 Em 2014, o agora deputado estadual Ângelo Almeida disputava uma vaga na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) pelo PT, mas não obteve sucesso e ficou na suplência. Em janeiro deste ano, o governador Rui Costa (PT) promoveu uma mini-reforma administrativa e Almeida, quinto suplente da coligação PP/PDT/PT/PTB/PR/PSD, acabou assumindo a vaga que seria do deputado estadual Vitor Bonfim (PDT), mas que está no comando da Secretaria de Agricultura. A questão é que Almeida não está mais no PT. Ele migrou para o PSB, partido pelo qual ingressou na vaga de suplente da coligação.
    Diante do gesto, o sexto suplente Mário Augusto de Almeida Neto, do PT, acionou a Justiça Eleitoral pedindo que fosse decretada a perda do cargo eletivo de Ângelo Almeida por infidelidade partidária. No entanto, a ação movida pelo petista contra o ex-correligionário e agora socialista foi indeferida pelo juiz do Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA), Gustavo Mazzei Pereira.
    "Em 2 de janeiro de 2017, o presidente da Assembleia Legislativa declarou empossado o requerido, que já se desfiliou do Partido dos Trabalhadores - PT, partido pelo qual concorreu, tendo inclusive disputado uma vaga de prefeito no pleito de 2016 pelo Partido Socialista Brasileiro - PSB, materializando-se a conduta de infidelidade partidária”, argumentou Mário Neto, conhecido como Jacó, conforme trecho da sentença expedida pelo magistrado Gustavo Pereira. 
    Ao negar o pedido, o juiz eleitoral afirmou que não consta nos autos fundamento suficiente para retirar o mandato do parlamentar socialista. "Não vislumbro a possibilidade de deferimento da medida antecipatória pleiteada. Para antecipação da tutela, faz-se necessária a existência de prova inequívoca para fundamentar a verossimilhança da alegação", alegou o julgador.
    Em sua defesa, o deputado Ângelo Almeida disse que saiu do PT porque sofria perseguição política no partido e arrolou testemunhas para demonstrar os fatos. Ao indeferir o pedido do suplente, o juiz determinou que o Ministério Público Eleitoral analisasse o caso e desse seu parecer, o que ainda não ocorreu. 

Considerada a maior operação contra a corrupção da história do Brasil, a Lava Jato completou três anos nesta sexta-feira (17). O conjunto de operações realizadas pela Polícia Federal (PF) está em sua 38ª fase, com 202 conduções coercitivas, 78 acordos de delação premiada e nove acordos de leniência.
 
Nesse período, a investigação tornou populares termos como condução coercitiva, delação e acordo de leniência. Mas você sabe o que cada um deles significa? Confira abaixo a explicação de alguns dos termos que ficaram mais conhecidos com a Lava Jato:
 
Delação premiada
 
A delação premiada é um acordo firmado com o Ministério Público Federal (MPF) e a Polícia Federal (PF) no qual o réu ou suspeito de cometer crimes se compromete a colaborar com as investigações e denunciar outros integrantes da organização criminosa em troca de benefícios.
 
O professor de direito penal da Universidade de Brasília (UnB), Pedro Paulo Castelo Branco, explica que o delator pode fazer parte de uma organização criminosa ou estar fora dela. “A delação diz respeito a um meio de obtenção de provas. O delator não passa de um réu colaborador. Auxiliando a Justiça, ele pode desarticular uma organização criminosa”, conclui.
 
A delação pode ser proposta pelo Ministério Público, pela polícia ou pela defesa do investigado. Os benefícios variam de perdão judicial, redução da pena em até dois terços e substituição por penas restritivas de direitos. Porém, isso depende da efetividade da colaboração e seu resultado. “O delator normalmente pede a redução da sua pena, da sua condenação. Se ele já foi condenado há uma revisão da condenação, se não foi condenado a colaboração dele faz com que a tipificação possa ser revista para que ele tenha uma pena menor ou não seja apenado”, explica Castelo Branco.
 
Nos acordos de delação premiada, o colaborador renuncia ao seu direito ao silêncio e fica compromissado a dizer a verdade. Mas a mesma deve apontar provas concretas e não somente a delação em si. O criminalista destaca que o delator precisa comprovar a existência do delito. “Ele tem que comprovar que o que está falando é factível, substancial e necessário ao inquérito. Caso a pessoa não comprove suas informações, ela pode ser responsabilizada penalmente pela prática da pronunciação caluniosa”, explica.
 
O juiz não deve participar das negociações para formalização dos acordos de colaboração. Apenas o colaborador, seu advogado, o delegado de polícia e o representante do Ministério Público participam. Só então, o termo resultante do acordo é encaminhado ao juiz para homologação com cópia da investigação e das declarações do colaborador. Após a homologação, iniciam-se propriamente as medidas de colaboração. Não há prazo determinado para a coleta de depoimentos, uma vez que o término da delação depende do volume das informações fornecidas.
 
A primeira lei a prever esse tipo de colaboração no Brasil foi a Lei de Crimes Hediondos. Posteriormente, passou-se a prever a delação premiada também para crimes contra o Sistema Financeiro Nacional, contra a ordem tributária e aqueles praticados por organização criminosa. Contudo, o procedimento em todo seu conjunto foi previsto apenas pela Lei 12.850/2013, que prevê medidas de combate às organizações criminosas.
 
Acordo de leniência
 
A medida é parecida com a delação premiada. O acordo de leniência é firmado com a pessoa jurídica, nacional ou estrangeira, que cometeu ato ilícito contra a administração pública, mas se dispõe a auxiliar nas investigações, em troca de benefícios para sua pena. As definições do acordo de leniências estão estabelecidas na Lei nº 12.846/2013, conhecida por Lei Anticorrupção. O programa de leniência também faz parte do Sistema Brasileiro de Defesa da Concorrência, conforme a Lei nº 12.529/2011.
 
O órgão responsável por celebrar os acordos de leniência no âmbito do Poder Executivo Federal é a Controladoria-Geral da União (CGU). No entanto, este benefício também pode ser concedido pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), como estabelece a lei nº 12.529/11.
 
“O acordo de leniência envolve uma relação econômica para que possa ser firmado, ele é feito pelo Cade. Se houver colaboração com as investigações e com o processo administrativo nos delitos de ordem econômica, essa empresa que tenta o acordo pode ser favorecida com a não punibilidade das pessoas envolvidas”, destaca Castelo Branco.
 
O professor explica que esse tipo de acordo teve origem no direito norte-americano, com o objetivo de coibir a prática de infração à ordem econômica. Em troca de colaboração nas investigações, os direitos dos acusados são: ter suas penas amenizadas, pagar multas menores ao Estado e continuar a poder participar de licitações públicas. Além disso, há a possibilidade de sequer existir punição, isentando a empresa ou a pessoa de responsabilidade criminal.
 
A expressão ficou mais conhecida quando em março do ano passado o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi levado para depor. A medida foi autorizada pelo juiz Sérgio Moro, responsável pela Operação Lava Jato, sob a justificativa de que serviria para proteger o próprio Lula. Após ser liberado, o ex-presidente afirmou que não foi intimado previamente, garantindo que, caso tivesse sido convocado, teria comparecido voluntariamente.
 
A condução coercitiva não se trata de prisão em nenhuma de suas modalidades, que são flagrante, temporária ou preventiva. É um instituto processual presente no artigo 218 do Código de Processo Penal. Os requisitos para a condução coercitiva são a intimação ou comunicação regular para comparecimento ao ato e a recusa injustificada de quem foi intimado e não compareceu. O instrumento prevê a competência do agente policial de conduzir pessoas para prestar depoimentos, respeitando-se suas garantias legais e constitucionais.
 
Até o momento, a Lava Jato teve 202 conduções coercitivas. Para Castelo Branco, ela também é uma medida de caráter cautelar, que objetiva a colheita de provas necessárias à fundamentação de uma condenação ou absolvição de uma pessoa.
 
“O juiz manda conduzir coercitivamente uma pessoa, mas não pode prendê-la por mais de 24 horas, porque isso geraria o abuso de autoridade. Ninguém pode ser preso se não for em flagrante de delito ou ordem escrita da autoridade judiciária competente, em decorrência de sentença condenatória ou no curso de investigação ou do processo em virtude de prisão temporária e preventiva”, destaca o criminalista.
 
Offshore
 
Offshore, palavra cujo significado em inglês é "afastado da costa", é um termo utilizado para se referir a contas bancárias ou empresas abertas no exterior, geralmente em paraísos fiscais, onde os titulares buscam melhores condições em relação ao seu país de origem, como isenção de impostos e sigilo fiscal. A abertura de uma empresa offshore é permitida pela legislação brasileira, desde que seja declarada à Receita Federal e ao Banco Central, em caso de patrimônio superior a US$ 100 mil.
 
Para o Ministério Público Federal (MPF), trata-se de empresa criada em um paraíso fiscal no qual as leis dificultam a punição de crimes e a identificação do real beneficiário. “Embora possa ser utilizada para fins lícitos, é comum o seu uso para propósitos criminosos, caso em que funciona como uma empresa de fachada” segundo o MPF.
 
Quando criada para fins ilícitos, a offshore é registrada em nome de “laranjas” do país em que é constituída, os quais outorgam procuração ao verdadeiro dono com amplos poderes de gestão da instituição de fachada. Esse verdadeiro dono pode ser, por exemplo, um agente público corrupto que, no momento seguinte, usará a offshore para abrir uma conta em algum outro país, onde esconderá o dinheiro sujo.
 
Embora constituída em um paraíso fiscal no exterior, essa empresa nunca desenvolve negócios reais no exterior, não possuindo, usualmente, mais do que uma caixa postal para o recebimento de correspondências. “No caso Lava Jato, o uso fraudulento de offshores foi identificado. Descobriu-se, por exemplo, que funcionários da Petrobras abriram contas para receber propina, em vários países, as quais estavam em nome de empresas offshores. Doleiros, igualmente, usaram offshores para, em nome delas, esconder dinheiro sujo no exterior”, diz o MPF.
 
Usufrutuário
 
A palavra foi usada pelo ex-presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), ao se defender da acusação de ser o titular de contas milionárias na Suíça. Ele alega que é "usufrutuário em vida" de ativos geridos por um truste (monopólio de empresas). Usufrutuário é aquele que não é dono, mas tem direito, por lei, de usar determinado bem.
 
Declínio de competência
 
Para os casos de políticos e demais pessoas que perderam o foro privilegiado, como os integrantes do governo  Dilma, por exemplo, o Ministério Público fez 211 pedidos de remessa de trechos das delações para instâncias inferiores da Justiça. Isso é chamado "declínio de competência", já que o inquérito seria retirado do Supremo Tribunal Federal (STF).

O Vitória está definido para enfrentar o Jacuipense. O Rubro-Negro recebe o time do interior às 16h deste domingo (19), no Barradão, pelo Baianão.

Para a partida, o técnico Argel Fucks poupou quase todos os titulares em relação ao time que iniciou o duelo com o Vasco. Apenas Alan Costa foi mantido.

O treinador confirmou a equipe com Caíque; Norberto, Vinicius, Alan Costa e Euller; Uillian Correia, Bruno Ramires e Cárdenas; Paulinho, Pineda e André Lima.

Já entre os relacionados, ficaram de fora Fernando Miguel, Patric, Kanu, Willian Farias e Kieza. Já Fred foi submetido a uma cirurgia dentária e desfalcará a equipe mais uma vez.

Confira os relacionados:

Goleiros: Caíque, Wallace e Ronaldo
Zagueiros: Alan Costa, Renê, Bruno e Vinicius
Laterais: Norberto, Geferson, Euller e Leandro Salino
Volantes: Bruno Ramires, Uillian Correia e José Welison
Meias: Cárdenas, Cleiton Xavier, Jhemerson e Gabriel Xavier
Atacantes: André Lima, David, Pineda e Paulinho.

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